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Imigração italiana mudou o mundo, atesta publicação de Harvard


Um dos aspectos analisados diz respeito à preservação da identidade italiana ao manter sua fidelidade ao país


16 de abril de 2009


A imigração italiana mudou o mundo, mas também mudou a Itália. Essa é uma das elaborações a que chega o livro "Emigrant Nation - The Making of Italy Abroad", publicado pela editora da Universidade Harvard, uma das instituições universitárias mais prestigiadas dos Estados Unidos e do mundo. De autoria de Mark Choate, professor de História da "Brigham Young University", trata-se de um trabalho de fôlego em que é analisada a relação entre os imigrantes italianos, suas novas comunidades e o seu país de origem.


Um dos aspectos analisados diz respeito à preservação da identidade italiana por parte dos imigrantes, seja por meio de escolas, de grupos, de câmaras de comércio e de entidades como a Sociedade Dante Alighieri. Mesmo sendo um pioneiro na perspectiva da criação de uma nação global, o imigrante italiano mantinha sua fidelidade ao país. E não apenas sob o ponto de vista afetivo-cultural. Remessas dos imigrantes ajudaram a manter o saldo da balança comercial do país e contribuíram para o primeiro boom industrial, nos primeiros anos do século passado.

Um total de 300 mil reservistas imigrantes regressou para lutar pelo país na Grande Guerra, em uma ostensiva exibição de patriotismo. Choate analisa essa situação também no contexto político e como o Estado passou gradativamente a encarar a imigração, especialmente sob o clima de nacionalismo.

No fundo, a expectativa era conseguir recursos suficientes para retornar, comprar um pedaço de terra, refazer a vida na terra de origem. Mas ao fim e ao cabo, para a imensa maioria, essa esperança permaneceu como não cumprida.

Em 340 páginas, Choate disseca o fenômeno com a competência suficiente que lhe autorizou ser publicado pela editora de Harward. Resta esperar a sua tradição no Brasil. Ou, então, adquiri-lo no site da instituição.

* Fonte: Oriundi

Foto - Amanhã, dia 18 de abril, a Associação Festa da Polenta promove o plantio de milho, evento que remonta um pouco do modo de viver dos antigos nonnos. Desta vez será na propriedade de Clementino Caliman (centro da foto), em Lavrinhas, onde várias gerações se encontram para celebrar a produção da matéria-prima da polenta.

  
  
  
 
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